Compartilhe essa notíciaShare on Facebook0Tweet about this on TwitterShare on Google+0Share on LinkedIn0Pin on Pinterest0Email this to someone

Hoje quero discutir um pouco mais sobre projetos, mas não no sentido de – “Como fazer um planejamento… Ou de como usar ferramenta X para uma pesquisa elaborada.”

Quero trazer um tema para reflexão, talvez se torne um pouco “romântico” demais, porém creio que terá seu valor. Vamos lá!

Todo projeto tem uma meta e toda meta tem um motivo de existência – algo que dá sentido aquela conquista, normalmente relacionada a lucros, visibilidade, reposicionamento e outros, mas para alcançar essa meta alguns pontos necessitam ser valorizados no percorrer do projeto para que nada fuja do controle e para que tudo conspire ao favorecimento de um percurso até a meta. Correto? Ok.

Eu relacionei abaixo alguns dos pontos que considero primordiais no que diz respeito a projetos e alta performance para atingir metas. Vamos ver se consigo relacionar tudo aquilo que vocês também percebem em seus projetos e, no final, espero poder contar com a colaboração de todos os leitores para uma conversa rápida e profissional no campo de comentário abaixo desse artigo.

Pessoas

Antes de qualquer coisa, o planejamento exige uma equipe competente para ser realizado, muito das teorias profissionais ou do que foi pensado como base para o projeto estarão sendo colocadas em Check, portanto a equipe para qualquer projeto Digital deve ser multidisciplinar, mas além de tudo deve ser formada por profissionais que vivem e respiram tecnologia e com interesse e aptidão para o trabalho em equipe, que realmente tenham conhecimento do mercado digital e que possam utilizá-lo em prol ao projeto. Infelizmente no Brasil, não temos a quantidade de profissionais desse porte para suprir nem a demanda inicial – é o que dizem algumas pesquisas. São profissionais raros e valiosos, empenhados e comprometidos com resultados – portanto, se a opção for de formar uma equipe interna, recomendo a avaliação ampla desse colaborador como também a valorização do mesmo.

Mas creio que vale muito apena ter mais pessoas envolvidas com áreas distintas, com conhecimentos em TI e também em Gestão, não somente conhecimento na área técnica. Esse mix, tende a fazer com que se tenha uma equipe equilibrada e de alta performance. Se você está em um projeto, cujo desenvolvimento servirá para atingir uma meta específica de posicionamento de marca – por que deixar de lado a possibilidade de estarem envolvidos no projeto profissionais de publicidade, jornalismo, administração, marketing e outros… Esse é o ponto da multidisciplinaridade de uma equipe – várias formações e experiências, nunca poucas pessoas com várias formações – É a questão do foco no trabalho e na percepção e uso das experiências obtidas em áreas isoladas, o que comprovadamente é muito mais eficaz do que o generalismo que o mercado vem buscando por muito tempo – aquela coisa do profissional com expertise em ‘1000-e-1’ coisas.

Qualquer planejamento consiste em orientar o projeto em um todo, até mesmo na liderança de equipes ou na contratação de serviços específicos para continuidade do planejamento.

Esclarecida a melhor maneira de gestão de equipes para mentalidades digitais – que em minha opinião é a valorização correta desse profissional e a flexibilidade para que possa usar de seu conhecimento e experiência, podemos entrar no restante do projeto. Apesar de ser um projeto digital ele é pensado, planejado, aplicado, testado e aprovado por pessoas e para pessoas. A inteligência na nova gestão está em respeitar os profissionais que possuem conhecimento acima do mercado comum, trazê-los para perto em prol do projeto, sem egocentrismo ou preconceitos corporativos, o objetivo de todo o projeto é somente um – atingir metas.

O que me traz à lembrança o dia 04/08/12, dois dias depois de uma palestra que ministrei no XI FICI, em Aracaju, onde tratei justamente da mudança na percepção profissional, no mercado, na gestão e levando tudo sempre para a questão do ambiente Digital. No dia 04 tive uma grata surpresa de receber alguns minutos de conversa com um dos Gestores da Petrobras do Espírito Santo, e em dado momento na conversa, tocamos no assunto de desenvolvimento de sistemas e projetos voltados para a percepção humana, para o usuário final. O que me remete a gestão de projetos, que por fim, o resultado dessa gestão deve ser um sistema competente para pessoas e não para máquinas, e isso ocorre – e me arrisco a dizer – somente quando o projeto tem em sua gestão de equipe, de liderança, a percepção de um todo, de pessoas, de ser humano, onde um projeto técnico pode realmente ser levado ao término com foco no usuário final (deve ser).

Investimento

Essa é uma dica que cabe em pequenos e médios projetos ou para empresas (clientes) que não possuem um controle eficaz ou equipe financeira eficaz para suporte a qualquer projeto – E nisso, já tive algumas experiências, não é possível manter prazo de entrega de projetos sem perda de qualidade se houver atrasos em etapas, e quase sempre o gargalo está no investimento, no pagamento de terceiros, de equipes e outros…

Um projeto digital tem alguns pilares, um deles é a gestão eficiente de pessoas, de profissionais com competências raras e que devem receber tal valorização, até mesmo por questões estratégicas. Outro pilar é o investimento, esse completamente frágil e que deve ser levado tão a sério quando qualquer outro pilar.

O Investimento realizado no Planejamento não se dá somente no planejamento, essas quantidades de informações são meras avaliações profissionais do que deve ser realizado em ambiente on-line, o que lhe permite mais coerência e aumenta consideravelmente as chances de sucesso. Portanto, se não aplicado ou seguido conforme informado ele perde sua validade.

Os investimentos informados ou solicitados em qualquer planejamento devem cumprir o prazo estipulado, devem estar disponíveis para uso assim quando necessário, portanto indico uma gestão financeira eficaz, competente a ponto de preparar fundos ativos para suprir o projeto em questão.

Se você é uma pequena ou média empresa, cujo caixa tem que ser pensado e repensado para o projeto, cujo o investimento sai em conta-gotas, sugiro que reserve o investimento que foi solicitado para somente aplicação ao planejamento. A garantia estratégica se dá na capacidade operacional, para que ela aconteça, os investimentos tem que ser obedecidos tanto em volume como em prazo. Do que adianta se posicionar depois do seu concorrente se o seu planejamento estava antecipando essas ações? Você perde oportunidades por falta de organização.

Osb.: Estamos cansados de ouvir isso, mas vale o reforço – “É quase um defeito cultural brasileiro quando o assunto é deixar para cima da hora, viver sem planejamento e principalmente, achar que tudo é possível dar um jeitinho.”

Meta e trabalho

Reforçando o que já comunicamos sobre metas. E sempre lembrando – Projeto só vem depois de planejamento, o que vem antes do planejamento e suas etapas são apenas ideias a serem moldadas.

A pesquisa em um planejamento pode apontar dificuldades e o planejamento deve encontrar possíveis soluções, sendo assim tudo é baseado em uma meta antecipada, que normalmente ocorre no briefing. É a famosa pergunta – Afinal, o que estamos pretendendo com essa ideia?

Apesar de essa meta ser ampla demais, não ter números que possam orientar, é necessário algo do tipo para guiar inicialmente o projeto de pesquisa (é quase que baseado em um anseio do cliente ou um forte desejo, por assim dizer), encontrar falhas e possíveis correções indicadas no planejamento e ai sim, estipular metas claras para conquistas, muitas vezes trata-se de uma quantidade percentual de aumento de vendas, de leads, enfim, entra em cena então a meta efetiva.

Mas é importante também seguir a lógica do planejamento e as possibilidades de margem demonstradas nos gráficos que o compõe. Pense estrategicamente não só em mercado, mas em modelo organizacional e de gestão, metas abusivas ou muito agressivas podem dificultar o trabalho da sua equipe e, portanto, causar mais problemas do que a falsa sensação de motivação. Em contra partida, metas fáceis de serem alcançadas desestimulam profissionais que trabalham em mercados de alto rendimento como o nosso, que são constantemente exigidos e desafiados, é importante encontrar um meio termo. Não exija muito, para não desgastar o profissional ou a equipe e principalmente, não deixe folgado demais para que não se acomode, mas uma máxima é – Qualidade de ambiente de trabalho, e nisso – a meta e sua forma de elaboração dita muita coisa.

Organização do trabalho

Em resumo, tudo é questão de organização.

Pelo curto prazo para aplicação de alguns planejamentos e inclusão de parcerias para desenvolvimento dos mesmos, muito do que é abordado tem que ser feito em simultâneo. Sendo que isso aumenta drasticamente a dificuldade de gestão e os riscos.

Não se pode “tolerar” atrasos no investimento, nas respostas, no comprometimento com o planejamento. Todo ele é feito baseado em um prazo já determinado para realização e término, com fechamento e metas detalhadas. A dificuldade de realização do mesmo causa impacto no prazo e no investimento informado ao cliente, muitos orçamentos tem prazo de validade, muitas vezes temos contratos a honrar e parceiros estratégicos esperando uma ação nossa para divulgar, é importante ter organização para não perder prazos.

Pode parecer um tanto duro, porém eu creio que o mínimo da ética profissional é cumprir prazos – se não consegue cumprir isso, ainda não é profissional. Salvo raras exceções onde o gestor do projeto ou o cliente não tem noção do que precisa e estipula prazos de produção de trabalho que se tornam irracionais – ai a falta de percepção profissional recai em outros braços… Nesses casos uma reunião tem que ser feita para reavaliação, já aconteceu comigo de um cliente pedir um projeto para cima da hora, sendo que era impossível e eu fui obrigado a recusar – “Mais vale recusar um projeto do que fazê-lo pela metade, mesmo com o cliente ciente dos riscos…” (minha opinião).

Por fim, creio que a estruturação desses pilares em qualquer projeto ou empresa tende a guiar para o alcance das metas de forma menos tortuosa e com menos atritos.

Espero ter ajudado à reflexão nessa provocação ao pensamento, entre em contato para discordar, concordar ou dar sugestões através dos campos de comentários logo abaixo.

Um forte abraço, sucesso a todos.

Compartilhe essa notíciaShare on Facebook0Tweet about this on TwitterShare on Google+0Share on LinkedIn0Pin on Pinterest0Email this to someone

Sobre o autor

Pai, amigo, filho, cristão e geek... Luiz é consultor para projetos no ambiente on-line, gerente de projetos on-line e escritor/colunista. Apaixonado por leitura e novas tecnologias sempre está adiante do seu tempo e com os pés no chão para conseguir levar cada projeto ao próximo estágio. De perfil estratégico e organizado considera que o sucesso só vem depois da aplicação de muito esforço em função de um objetivo, concentrando-se em metas e alicerçando-se na capacidade de adaptação conforme a necessidade do mercado.

FacebookMore...